quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Lembranças do Radio Portoalegrense
Ao olharmos as histórias "oficiais" do rádio, nada se vê sobre fatos que realmente foram importantes. Muita coisa ninguém sabe ou não interessa publicar. Mas aqui vou colocar minha memória pra funcionar.
Meu pai (Darcy Reis Nunes), foto acima, foi da vanguarda do rádio da capital gaúcha e é pouco lembrado. Eu o acompanhava muitas vezes entre emissoras e anunciantes, pois, segundo meu tio Roque, ele que criou a tão usada hoje "participação nos anúncios", ou seja, ele recebia um salário fixo de onde trabalhava, mais uma comissão sobre os anunciantes que ele levava para os seus programas. Entre eles estavam: Soberana dos Móveis, Café Davi, Alvex, Minuano Limão, Doces Mumu entre outros tantos.
Eu lembro da Rádio Caiçara em Canoas, uma casinha velha, bem distante, inclusive com algumas galinhas ciscando em volta. Lembro de ter ido na casa da dupla Prateado e Belinho (foto abaixo), na rua Rio Grande do Sul, no Mathias Velho, em Canoas.
Tinha também o casal Nelson e Gianete, frequentadores de nossa casa e que animavam muitos bailes pela região metropolitana. Ela era uma acordeonista de primeira, veja foto a seguir.
Gildo de Freitas e Portela Delavi (junto com Orlando Muller) na foto seguinte faziam parcerias com eu pai, inclusive em letras de músicas, como o Baile dos Cabeludos.
Tudo isso acontecia nos programas Alvorada Soberana, na Continental; Tudo é Brasil na Itaí, depois Difusora. E tinha à noite também, pois meu pai nunca parava.
Em outra postagem continuo a falar do inicio do radio.
As fotos postadas são do arquivo de Dari Simi.
domingo, 19 de janeiro de 2014
MARILUZ II
Aqui era a Boate Tatuíra, encontro de namoradinhos nas décadas de 60 e 70
Vista da Avenida "Principal" em direção à Paraguassu.
Antigo Hotel Maringá.
À esquerda, atual casa, que pertencia ao canoenses.
Local onde foi a "Ponderosa", já é a terceira casa no terreno.
Casa, no local onde foi a "dos caxienses".
Quinta casa da rua, ainda a mesma.
Ainda a mesma construção, esta era o "Galpão do Tibúrcio".
Vista da Rua Osório Correa, em direção à Paraguassu.
Esquina da Igreja, onde se via a casa do Seu Euclides e do Potoca.
(a igreja ao fundo é recente e é Luterana)
Mais uma casa antiga da rua.
Cruzamento da rua Osório Correa com a Paraguassu.
A Mariluz de hoje tem Supermercado Asun, Superbom, várias pousadas como a Mar Azul, muitos shows no centrinho, comércio bombando, rodoviária e linhas de ônibus que levam para todas as praias do litoral.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
MARILUZ
Lá pela metade dos anos 60, meu pai chega em casa com um
possante Pontiac, 1952, azul escuro (ou era verde escuro?) e avisa a
todos. Éramos 5: vamos pra praia amanhã. Ele era radialista, quase que autônomo,
e só tirava uns dias por ano, de férias. E tava na hora. Eu e meu irmão corremos pra pegar nosso calções de
elanca. Minha irmã, que era mais velha, meio que não queria ir, pois todas suas
amigas ficariam.
Mas só nós 5 era pouco. Minha tia com marido e duas filhas
também iam. E no mesmo Pontiac. Ah, a vó Elsa não podia faltar, afinal ela
cuidava dela e de todos os 5 netos. Acreditem, 10 pessoas num carro só. A
estrada era a de Santo Antonio, onde se parava pra pegar mais água pro carro,
encher pneus, mais óleo e, é claro, comer um sonho recheado e beber guaraná.
O destino só meu pai sabia, acho. Pra nós tanto fazia, pois
o negócio era a praia, o mar, a liberdade maior. Chegamos então, em Mariluz,
uma praia que passava de Tramandaí (a
gente imaginava que depois da ponte não tinha mais nada). Era uma casa aqui,
outra lá e mais outra acolá. Dava pra ver todas as casas da praia. Mas a nossa
tava lá, já erguida, com nome até: Ponderosa (que era o nome do Rancho daquela
família da série Bonanza). Tarefas divididas: as minha mãe, Tia e avó cuidavam
da casa, comida, roupa, limpeza. A piazada só brincava e ia pra beira do mar.
Os homens não faziam nada e ficavam fumando Continental sem filtro.
Apenas um “armazém” pra abastecer o local, mas lembro que
tinha de tudo, até pão de meio quilo (semolina), quentinho.
A noite ficava frio, um vento forte, que nos forçava a dormir
de cobertor. A casa não tinha muro e muitas vezes alguém via uma vaca ou um
cavalo bem próximo das paredes.
A água era de poço e tinha uma bomba que a gente conseguia
tirar o líquido pra tomar ou fazer comida. Para arrumar qualquer coisa que
estragava, tinha o sr. Potoca, que atendia a todos da praia. Aos poucos
vizinhos foram chegando. Os donos da Cerealista Douradense, de Canoas e no
outro lado os de uma fábrica de miniaturas, de Caxias.
A gente continuava comendo goiabada Mumu, tomando Minuano
Limão, Bingo Cola ou Grapete, todos dos Vontobel, naquela época começando no
ramo.
Assim , com carro cheio, muito calor, com água mineral
Charrua que fomos e voltamos por muitos anos para a praia, que naquele
tempo, poucos conheciam.
A Mariluz que eu, meus irmãos e minha primas amávamos, hoje
é uma grande praia, que nada tem daquele glamour e do ar simples que tanta
saudade temos.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Zé do Passaporte
A Confraria do Cachorro Quente, que existe em Porto Alegre, com certeza lembra este antigo ponto de venda do produto, que, por muito tempo foi sinônimo de Cachorro Quente em Porto Alegre, com o seu magnífico "Pastor", que tinha a salsicha enrolada no queijo derretido. Ficava no Bom Fim, onde tem o mercadinho, próximo de onde hoje é o Posto Policial. Bons tempos.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
ANSIEDADE
A ansiedade pode ser considerada normal se ela anteceder momentos que vamos experimentar em seguida, tipo uma entrevista de emprego ou uma viagem, por exemplo, favorecendo o indivíduo que vai se adaptando ao novo cenário.
Já o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é bem diferente e se caracteriza pela "preocupação excessiva ou expectativa apreensiva". Segundo Dráuzio Varela, os sintomas são: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono, além de náuseas, falta de ar e dores musculares.
Tem tratamento com antidepressivos ou ansiolíticos, sempre sob orientação médica, e dura até um ano após o desaparecimento dos sintomas.
Portanto, se você tem nervos à flor da pele, não relaxa, dorme mal e ainda não acha tempo pra lazer, se liga: busque ajuda.
Já o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é bem diferente e se caracteriza pela "preocupação excessiva ou expectativa apreensiva". Segundo Dráuzio Varela, os sintomas são: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono, além de náuseas, falta de ar e dores musculares.
Tem tratamento com antidepressivos ou ansiolíticos, sempre sob orientação médica, e dura até um ano após o desaparecimento dos sintomas.
Portanto, se você tem nervos à flor da pele, não relaxa, dorme mal e ainda não acha tempo pra lazer, se liga: busque ajuda.
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