quarta-feira, 14 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Feliz Dia das Mães, Dona Olga!
Em vez de chorar, de lamentar, vou lembrar um grande momento da minha querida mãe, que nos deixou há quase quatro anos.
Em uma coletânea de vários poetas, entre eles, lá estava ela com duas poesias.
Publico, aqui, uma delas.
A SEMENTINHA
Eu era uma sementinha alegre
Feliz e saltitante
Saí, então, pelo mundo
Para crescer em um lugar bonito e elegante.
Andei como viajante errante
Por florestas, praças e jardins.
Porém, era muito ambiciosa.
Algo melhor estaria por vir.
Passei, então, pelo deserto.
Ele me convidou par ficar.
Ri. Como ficaria? se ele só areia possuía.
E onde eu cresceria?
Houve um desafio. Disse-me ele?
- Se és tão inteligente, forte, viçosa, porquê não ficas?
Então, dentro da minha vaidade
Consegui me destruir
Quis mostrar uma força que em mim não existia.
Hoje já não sou mais semente.
Transformei-me em areia.
...Como o deserto queria.
Se você tem sua mãe, valorize-a muito. Vale a pena!
Feliz Dia das Mães.
Em uma coletânea de vários poetas, entre eles, lá estava ela com duas poesias.
Publico, aqui, uma delas.
A SEMENTINHA
Eu era uma sementinha alegre
Feliz e saltitante
Saí, então, pelo mundo
Para crescer em um lugar bonito e elegante.
Andei como viajante errante
Por florestas, praças e jardins.
Porém, era muito ambiciosa.
Algo melhor estaria por vir.
Passei, então, pelo deserto.
Ele me convidou par ficar.
Ri. Como ficaria? se ele só areia possuía.
E onde eu cresceria?
Houve um desafio. Disse-me ele?
- Se és tão inteligente, forte, viçosa, porquê não ficas?
Então, dentro da minha vaidade
Consegui me destruir
Quis mostrar uma força que em mim não existia.
Hoje já não sou mais semente.
Transformei-me em areia.
...Como o deserto queria.
Se você tem sua mãe, valorize-a muito. Vale a pena!
Feliz Dia das Mães.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Alguém é insubstituível?
Na sala de
reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um
ameaça:
- "Ninguém é insubstituível"!
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido e diz :
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como?O encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio…
O funcionário fala então:
- Ouvi essa história esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então,pergunto:
- Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Gandhi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? Etc.?…
O rapaz fez uma pausa e continuou:
- Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora de os líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus 'erros ou deficiências’? E... quando o talento está exercendo corretamente seu papel numa empresa, porque fazer trocas?
Nova pausa e prosseguiu:
- Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO, se PICASSO ERA INSTÁVEL, CAYMMI PREGUIÇOSO, KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANOICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto na empresa.
Divagando o assunto, o rapaz continuava.
- Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de ‘técnico de futebol’, que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola; ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.
Olhou a sua a volta e reparou que o Diretor, olhava para baixo pensativo. Continuou a dizer nesses termos:
- Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem chefes nem subordinados… Apenas peças…
E nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'.
Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:…NINGUÉM… Pois nosso Zaca é insubstituível”, concluiu, o rapaz e o silêncio foi total.
Conclusão:
- NUNCA ESQUEÇA: Você É Um Talento Único! Com Toda Certeza Ninguém O Substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
"No mundo sempre existirão pessoas que vão amá-lo pelo que você é e outras que vão odiá-lo pelo mesmo motivo… acostume-se a isso…"
- "Ninguém é insubstituível"!
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido e diz :
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como?O encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio…
O funcionário fala então:
- Ouvi essa história esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então,pergunto:
- Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Gandhi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? Etc.?…
O rapaz fez uma pausa e continuou:
- Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora de os líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus 'erros ou deficiências’? E... quando o talento está exercendo corretamente seu papel numa empresa, porque fazer trocas?
Nova pausa e prosseguiu:
- Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO, se PICASSO ERA INSTÁVEL, CAYMMI PREGUIÇOSO, KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANOICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto na empresa.
Divagando o assunto, o rapaz continuava.
- Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de ‘técnico de futebol’, que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola; ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.
Olhou a sua a volta e reparou que o Diretor, olhava para baixo pensativo. Continuou a dizer nesses termos:
- Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem chefes nem subordinados… Apenas peças…
E nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'.
Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:…NINGUÉM… Pois nosso Zaca é insubstituível”, concluiu, o rapaz e o silêncio foi total.
Conclusão:
- NUNCA ESQUEÇA: Você É Um Talento Único! Com Toda Certeza Ninguém O Substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
"No mundo sempre existirão pessoas que vão amá-lo pelo que você é e outras que vão odiá-lo pelo mesmo motivo… acostume-se a isso…"
Valorize-se! E
valorize quem esta a sua volta...
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Maria da minha infância
Eu era pequeno, nem me lembro
Só lembro que à noite, ao pé da cama
Juntava as mãozinhas e rezava apressado
Mas rezava como alguém que ama
Nas Ave - Marias que eu rezava
Eu sempre engolia umas palavras
E muito cansado acabava dormindo
Mas dormia como quem amava
Ave - Maria, Mãe de Jesus
O tempo passa, não volta mais
Tenho saudade daquele tempo
Que eu te chamava de minha mãe
Ave - Maria, Mãe de Jesus
Ave - Maria, Mãe de Jesus
Escrita por Padre Zezinho essa música lembra momentos em que amigos do meu irmão,
Renato, da Igreja Divino Mestre, se reuniam, e o Henrique, com violão, fazia todos cantarem.
A letra é maior, mas essa parte era a mais cantada.
Só lembro que à noite, ao pé da cama
Juntava as mãozinhas e rezava apressado
Mas rezava como alguém que ama
Nas Ave - Marias que eu rezava
Eu sempre engolia umas palavras
E muito cansado acabava dormindo
Mas dormia como quem amava
Ave - Maria, Mãe de Jesus
O tempo passa, não volta mais
Tenho saudade daquele tempo
Que eu te chamava de minha mãe
Ave - Maria, Mãe de Jesus
Ave - Maria, Mãe de Jesus
Escrita por Padre Zezinho essa música lembra momentos em que amigos do meu irmão,
Renato, da Igreja Divino Mestre, se reuniam, e o Henrique, com violão, fazia todos cantarem.
A letra é maior, mas essa parte era a mais cantada.
terça-feira, 18 de março de 2014
O bairro Partenon
Começava próximo da Luiz de Camões (subida da Band) e ia até... até ...Viamão. Esse era o bairro Partenon, local que nasci e vivi por mais de 30 anos. Lá na rua Evaristo da Veiga, 294 ( a casa existe até hoje ) me criei, aprendi as coisas da vida e conheci meu primeiros amigos. Lembro muito dos Stein Rosa, família grande e muito divertida, cujo filho menor era meu grande amigo. O colégio era o Emilio Kemp, aqueles de madeira, construídos pelo Brizola, onde uma galera enorme estudou por cinco anos, praticamente juntos. Depois desses cinco anos, tínhamos que ir pra outro colégio e aí muitos nunca mais se viram. Eu fui pro Padre Rambo, na Bento Gonçalves, atrás do antigo e hoje demolido Abrigo de Menores (espécie de Fase, da época). Mas lembro de alguns comércios e personagens antigos do bairro. O Armazém dos Rosa, local que vendia de tudo e ainda tinha a famosa “pinga” no balcão. Isso era muito comum e tinha, também, o “seu Bento”, que vendia querosene à granel e bem próximo muitos fumavam e bebiam, nunca ocasionando algum acidente. Na esquina da Humberto de Campos tinha a Petisqueira, um mega armazém com todos os tipos de alimentos, vendidos ala carte, sem embalagens, apenas era pesado e enrolado com papel e cordão. Mais adiante, o local em que se jogava sinuca e carta era na esquina da Barão do Amazonas era o Bar do Poleto, famoso pela sua preguiça ao atender.
Tinha ainda o Chiruca, o Carmelo, o Super Nipon, a Tabacaria Dunga (existe ainda), a Hermann, a Drogabir, o alfaiate Zenon, a Taki a Sorte (lotérica), a boate Dois Leões, a Geral de Indústrias, a creche Sitio do Picapau Amarelo, na Veríssimo, a churrascaria Dois Maninhos, do querido e saudoso João, o dentista Dr. Pessoa de Brum, no fim da linha do São Manoel tinha o bar dos “da Fré”, um bando de irmãos que adoravam jogar futebol e alguns eram bons mesmo. O inconfundível seu Odilo com sua risada e piadinhas. Quando se pedia “ficha telefônica” ele dizia: “quantos quilos he he he”. A garagem Tibi foi por anos a referência em estacionamento e lavagem, era na Euclides com São Manoel. Uma lojinha de roupas (sem nome), escondida nos fundos de uma casa, na Monteiro, era muito freqüentada. A falida empresa de ônibus Sentinela, que fazia a linha Jardim Ipê, deixa apenas a garagem, na Guilherme Alves, meio que abandonada. Hoje a Presidente Vargas faz a linha.
O Partenon era enorme, citei a parte até a Barão do Amazonas, que era onde eu andava mais. Mas tem muito mais história pra contar, da Barão pra lá.
Dois momentos da Bento Gonçalves com a Geral à direita e o abrigo de menores ao fundo
E a turma do Emilio Kemp.
Dois momentos da Bento Gonçalves com a Geral à direita e o abrigo de menores ao fundo
E a turma do Emilio Kemp.
Assinar:
Postagens (Atom)


.jpg)